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18 abril 2013

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Eu devo falar ? Devo me dar ao desfrute de... Eu devo estar louca!*
Eu devo ouvir?
Se ele chamar o meu nome, eu devo ir?
E se eu sangrar,
quem será o responsável por limpar toda a mancha? E se estiver chovendo, 
e se eu estiver pra baixo... Se eu nos afogar nesta chuva...
Acho que essa noite não estou sã
Acho que estou louca!
E se meu corpo se deleitar em dezenas de incertezas, será que há o lugar certo pra poder ir?
Mas se tudo isso for mero senso do ridículo onde me visto feito palhaço com medo de sorrir?
Será que importa qual andar devo descer e qual porta devo bater pra conseguir uma ajuda real?
Ou meu sonho se realiza de forma descabida se tornando desproporcional?
E quem sabe essa loucura que te toma nesta noite quente com resíduos de uma tarde ociosa te chame pra dançar uma valsa sem pestanejar, aceitarias tu ser conduzida pelo corredor com inúmeras placas mostrando a saída pra não sentir a dor?
Acho que esta na hora de confessar as ações de tua boca em minha mente... Devo dizer que essa dança acaba com a pressão de tua respiração ofegante sobre minha pele e começa quando você termina o mais perto que o possível de mim... O que ganho com isso?
Porque deveria dançar? Isso é quando eu cedo, é quando eu perco pra você
Não ouviu minhas confissões narradas nas entrelinhas de cada frase composta fora do tom?
Por mais mudas que fossem gritaram consoantes e vogais, silabas inteiras ao pé do teu ouvido.
Mas ao chegar perto de tua pele teus poros me impelem tirando-me o ar
E há em mim a coragem de chegar bem mais perto de onde eu queria estar, mesmo que eu perca a hora, mesmo correndo o risco de não mais respirar
E teu ceder que me faz enlouquecer, te faz se perder em mim, além de perder pra mim?
Batimentos acelerados, cores... Eu estou sendo tão corajosa. Porque mesmo com medo eu estou me perdendo pra você. De repente as coisas mudam de alguma forma, um passo mais perto... Eu estou indo pra você, por mim, pra existir o melhor de dois... Cada respiração, você na minha frente, e eu, o tempo todo caminhando pra isso... Ei, olha só, um passo a mais... Sou eu mais perto de você
Sem pressa no caminhar, apenas deixa teus pés flutuar sobre o chão, sim, vem sem medo que te mostro a direção
Tuas mãos tão perto de mim, que se encaixam tão feroz em meus dedos, deixando as articulações se movimentarem com intensidade.
Sinto o teu respirar, escuto teus batimentos, me pinto em tuas cores e depressa te arranco o medo.
Encaro o teu olhar que me tira a distração que o mundo pode impor esse sou eu perto de você, esse sou eu querendo te ter.
E por mais que eu queria não querer, é impossível tentar entender porque te chamo.
Teu nome, teus olhos, tua boca, tua voz vai me hipnotizando a cada passo que eu e você nos tornamos nós.
É meu desejo todo dia te ter, é o que preciso pra continuar a viver, mesmo com delírios que procuram oportunidades pra me importunar, é em teus lábios que minha boca vai descansar.
Fecha os teus olhos,
escuta minha voz, ela é o meu disfarce, eu já estou aqui,
eu estou ao seu lado...
É, meu amor, o mundo não tornará a ser o mesmo, e, amor, é só tu o responsável

*Escrito juntamente com Lêh Sanctus

Enquadro em Delírios!*

13 abril 2013

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Noite rara que arrebata minha alma e me traz a calma
E essa calma amanhece a minha alma,
Noite rara que arrebata minha alma e me traz a calma
E essa calma amanhece a minha alma,meus motivos se alojam sob meu cobertor que me aquece, me abriga e obriga a fugir de toda dor, de toda lembrança, daquele nosso quase amor,
Um "quase" que poderia ser completo se não houvessem as variáveis de outros versos
Que de tao inversos deu numa inteira metade, numa quase verdade, num amor..
Que pode ser estendido por toda eternidade, sem meias verdades ultrapassando a capacidade de amar
Que não passa de uma imensa vontade de condicionar felicidade, um a terceira perna que que ta uma errada estabilidade, essas aspas gigantes que se poe antes e depois de si..
Deixar esta sensibilidade que te quer em minha realidade saborear todos aqueles ares que ainda estão por vir
Vai descobrir que existir pra outro é desistir de si, e saboreando o gosto vai perceber que o quanto é amargo pra ti, e só pra ti
E do amargo renascer o que é de fato na inconstância daqueles passos ensopados pela chuva derradeira, sem lugar pra se abrigar ou se esconder muito menos uma lareira pra aquecer.
É quando eu vou anoitecer,É quando penso em te ter.
Mas eu logo volto a mim, e ai percebo que a chuva passou, que eu já posso ir..
Que já devo ir
Sem olhar pra trás, até não querer mais, deixando apenas os resquícios do brilho do teu riso, mas ainda com o desejo de experimentar teu beijo.
Eu revogando tudo isso, pergunto, digo: que brilho? O meu sorriso amarelo já tão gasto, tão perdido, tu vai embora, levando o meu mais bonito, aquele que usava, que tu me deu,
Eu sei que ainda não foi dito que o brilho guardei aqui comigo e ele não foi esquecido,apenas mantido seguro para que sem pressa possa te devolver quando você amanhecer.
Nesta pausa dramática em que te encontro tão ávida interrompendo minhas vogais enquanto falo de amor.
Sinônimo de dor, porque todo amor é assim, dói demais e chega ao fim.

Em Parceria com Lêh Sanctus*

Alma Em Luto*

31 março 2013

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Na penumbra de uma noite escura, escrevo meus poemas.
Iluminado apenas, por uma nesga luz das bruxuleantes velas.
Chamas que dançam na cadência de uma triste melodia, inaudível para mim, mas que sinto verberar em meu vazio interior.
As perolas de dor caem pesadamente sobre o papel.
Meu eterno amor foi arrebatada nas asas negras do Anjo da Morte,
Sua beleza decompõe-se na escuridão úmida de um túmulo.
Mergulho no mar de minhas memórias e reencontro minha amada...
Lembro-me de seu olhar... Olhos verdes como a superfície de um lago profundo onde guarda segredos submersos.
Cabelos negros como as penas do corvo...
Tez branca como a neve onde exalava o cheiro de campos floridos.
Lembro-me de sua divina nudez iluminada pela chamas da lareira que vinham beijar seu lascivo corpo.
A maciez e o gosto de seus lábios ao tocar aos meus...
Recordo-me de seus últimos momento, quando segurei em meus
braços, e vi em seu olhar o desespero e a dor... E de suas últimas sussurrantes palavras:
“Meu amor... Não te afliges... Estarei despertando do sono, mas estarei te esperando pelo teu despertar.”
Seu olhar ficou sereno como se o peso da existência tinha abandonado seu débil corpo... Seus olhos perderam o brilho. Um fio escarlate escorreu de seus lábios...E a morte tomou em suas mãos.
Submergi de minhas lembranças com o grito que ecoou na fria escuridão.
Corri deseeperadamente pela floresta escura,
a gélida chuva fustigava-me, e escorria pelo meu rosto misturando-se as lágrimas.
Deparei-me diante da ecura lápide do túmulo de minha amada onde estava escupida seu nome em dura e fria caligrafia: Aredhel.
Ao lado da lápide minha espada fincada no barro, enferrujava através do tempo, o luto arrancou-me a vontade de lutar.
Prostei-me pelo peso da dor e sussurrei na escuridão...:
"A morte não é ponto final, e sim, uma reticências de uma eternidade...um dia te reecontrarei face-a-face. "
E a noite continuou escura, fria e chuvosa...


*Poema de Aslam Sanctus

A Síntese Da Tese

28 março 2013

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A noite escureceu o dia que limpo estava sem cinzas de nuvens espalhadas pelo infinito firmamento.
Fui em busca de intensas sensações e me deparei com um muro de imensas cascatas pintadas em tons esverdeados onde a água caia tão feliz a ponto de se lançar do alto e embriagar-se em si mesma.
Decidi parar de parar, continuar o continuar e desinteressar do que me não me interessa mais e enquanto componho canções que jamais serão tocadas, vou aplicando meu coração naquilo que me torna mais eu do que qualquer outra coisa que me toma de mim.
Gostaria de ser a síntese de tua tese e te provocar crises argumentativas e quando te faltar palavras, apenas ouvir o chamado dos teus olhos nos quais me reflito em abundante beleza.
Vi que a intensidade de meus pensamentos que estão surgindo rapidamente que dá impressão que ultrapassam a velocidade da luz me causa danos e assim dificulta meu sono e só me resta escutar uma música lenta e dedilhar meus sentimentos em linhas perpendiculares.
Depois daquele surto ilusório que me ocorreu uma noite anterior  percebi que a vida é bem mais do que eu posso imaginar e me pergunto, onde está o esplendor em uma alma arruinada?
Vou cantarolando essas palavras inanimadas enquanto o dia não se vira e sorri pra mim e quando o primeiro raio de sol cruzar a atmosfera me lembrarei da leveza que tu me faz querer sentir e seguir esta dança que causa um cataclismo em meus sentidos e assim me sinto bem.
Atrás daqueles holofotes me escondo para que a multidão de olhares não se prenda em meu desencanto para caminhar no sossego enquanto olho para o infinito firmamento sem cinzas de nuvens observando o dia que a noite escureceu aguardando firmemente um beijo da boca de Deus.

Corações De Éter

24 fevereiro 2013

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As páginas passam lentamente no compasso da música que penetra meus ouvidos nesta noite cheia de calmaria e percebo que o tempo não passa há mais de uma semana.
Vi pessoas perdidas no desespero de seus desejos com seus corações de éter que esvanecem com a fumaça soprada depois de cada trago dado.
Somo os valores desperdiçados nos córregos destas ruas enlameadas e vejo o déficit de felicidade entrando em choque com os suspiros que cortam o ar poluído de tristeza.
E aquelas batidas que fazem o sangue percorrer o corpo faz entender que a vida tem um sentido e enquanto a paz de Deus silencia meu caos eu sigo feliz, se a quantidade de ruídos tenta estourar nossos tímpanos, na qualidade do silêncio encontramos suavidade.
Somente ouso em afirmar que não consigo normalizar a inversão das boas condutas muito menos aceitar a propagação de sentimentos sem sentidos, o que posso fazer apenas é realçar o brilho do sol que reflete nos teus olhos calmos e sonolentos que me fazem crer que o amanhã não tardará em chegar todas as manhãs.
Determinado, detenho as horas que não passam há mais de uma semana para ter mais tempo de poder me encontrar por entre essas frações de segundos e assim Te conhecer cada dia mais enquanto há tempo.  

Reflexo Colado Na Umidade

11 fevereiro 2013

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O sol me deu bom dia, retribuí com um sorriso bobo e continuei andando.
Vi uns trocadilhos espalhados pelo chão, chutei alguns pra longe e fui montando o quebra cabeça para matar o tempo e continuei andando...
Saboreando o vento ouço tua voz que trás a paz para meu caos enquanto vivo uma anarquia interior e continuei andando...
Parei na beira do lago de água azulada e vi o resplendor da beleza entalhada em teu rosto e com braços molhados e sem pudor abracei teu reflexo colado na umidade e continuei andando...
Assim fechei meus olhos cambaleando nos sentidos em que a vida me propõe e sigo na ventura da esperança propositalmente tatuando teu nome em meu coração.
O tempo corre tão rápido quanto o sangue que percorre minhas veias, tento parar o relógio, mas os ponteiros são mais rápidos que eu e continuei andando...
Em um momento de reflexão percebi que as coisas simples se tornam as melhores no fim das contas e não entendo como as pessoas imaginam que os valores das coisas equivalem ao seu preço.
Depois de passar pela alameda que cortava a cidade vi tua sombra que me guiava e dançava e sorria um sorriso tão despretensioso e continuei andando...
Quando alcancei a lua e a noite abraçou o céu tua silhueta inconfundível gritou meus olhos e fui ao teu encontro, no afago de um abraço abafado suspenso no ar que te fez rodopiar pude entender que agora já posso descansar.

Sentimentos Embalados A Vácuo

30 janeiro 2013

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A lua me olha com suas crateras disformes e tímido caminho pela noite serena debaixo do radar rascunhando trovas, cantarolando entre as covas tortas e mortas.
Tento fechar esta página que insiste em aparecer diante dos meus olhos e assim sigo adiante construindo meu castelo com pedaços de lego.
Soa tão estranho quando as vozes que ouvíamos parecem falar em um dialeto totalmente diferente, as palavras se tornam uma epigrama e nossos ouvidos já não suportam mais.
E eu lembro do som do teu sorriso que satisfaz meus lábios e canta notas arriscadas desalinhando minha gramática, estereotipando confusões, programando convulsões em meus sentidos.
Pacotes de cores são abertos e o céu muda o tom a cada vez que meus olhos piscam enquanto te vejo dançar com leveza sobre teus pequenos pés.
E pra não esquecer, guardei meus sentimentos embalados a vácuo para não perderem a validade e quando te encontrar entregá-los intactos.
Então te solfejo neste ritmo equalizado pelas batidas do meu coração sucumbindo toda a alegoria que atravessa com felicidade quando tuas mãos se entrelaçam violentamente com meus dedos.
Tua insuportável gratidão faz com que eu perca o juízo e aquela semente de solidão que brotava naquele chão se foi com o vento depois que eu desliguei o telefone e ao mesmo tempo minhas palavras eclodiram contra a parede.
Vou te descansar em mim depois desta semana turbulenta enquanto as horas passam deitadas neste circulo e vou abraçar o teu abraço calmo e tardio e rabiscar em teus lábios a minha mais franca poesia.

Os Caçadores De Ouro De Tolo

13 janeiro 2013

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Resolvi não entrar mais em crise e deixar minhas fobias de lado e na intensidade das minhas loucuras decidi abraçar a felicidade depois de encontrar as águas que beijaram as solas dos meus pés com um beijo úmido e saliente me fazendo ficar com os pés vermelhos de tanta vergonha, mas satisfeito.
Como tantos outros me rematriculei na escola da vida e com isso não vou me interessar com as manchetes dos jornais, muito menos com ilusões de amores retardatários.
Vou tatuar a alegria em meu coração e torturar os papeis com minha caligrafia insuportável para que um dia se torne relíquia entre os caçadores de ouro de tolo
Vou construir minha nova casa com um novo alicerce, munido de pilares para que nenhum outro teto desabe sobre minha cabeça dura.
Só desejo que outros acordes te consolem em uma manhã fria e que alguém esquente o café pra te aquecer os lábios e relembrar dos nossos beijos que não foram dados.
Entendi que o silêncio é um dos melhores amigos que nos entende e nos deixa entender para que possamos tentar uma nova trilha quando os atalhos estão bloqueados.
Agora o sol aquece meus olhos e gosto deste calor mesmo que sua intensa luz resseque minhas retinas e embace minha pouca visão.
Eu posso afirmar piamente que amo minha vida e tudo que faço e há um sentido firme e profundo incrustado nestas pequenas letras pré-moldadas.
Vejo que aqueles passos que evitei e todas as mãos que não segurei me fez refletir até este ponto que cheguei, vejo que falhei e me arrependi, mas afinal estou em uma eterna desconstrução e estou orgulhoso de mim, não pelas falhas, mas pelo arrependimento.
Basta olhar para as estrelas que brilham constantemente no infinito do universo que somos um pequeno fragmento da beleza que nos cerca por inteiro e isso é bastante pra ter um bom motivo pra viver.

27 Invernos

03 janeiro 2013

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ATO I

Não havia quase nenhuma respiração, o ar cortante atravessava seus pulmões
Seu coração inundado em desencanto, as vozes apenas lamuriavam um cântico fúnebre
Sua juventude encapsulada em uma densa tristeza, fria, calma, absurdamente branda.
Não se sentia bem ali, não se cabia bem ali e muito menos desejava estar ali.
A única saída foi desenhar sua própria sentença a qual prometera a si mesmo um dia.
Seus pulsos clamavam para serem perfurados, rasgados e sentidos.
Desiludido do que ele próprio denominava vida, seus olhos quebrados sentiam a dor.
Uma dor da qual não sabia a procedência, apenas a abraçava como se fosse sua melhor amiga e em muitas ocasiões ela se tornava tal.
Alguns anos se passaram e os pulsos cantavam como num coral desejando que seus poros fossem dilacerados de alguma forma, ele respondeu ao canto e assim tentou fazer com que aquilo parasse de uma só vez.
Cartas de baralhos espalhadas pelo tapete azulado, na TV vozes aleatórias falavam nada
“O corte será profundo” pensou, mas será de uma só vez, ao tentar introduzir o material cortante em sua pele, soluços cantarolavam uma canção mais triste ainda e as lágrimas desciam como uma cascata a jorrar livremente. Desistência.
O tempo caia como neve em um inverno não desejado e fincado em seu interior,a estação passou, mas dentro de si o inverno era constante e assim como os ventos que atravessava seus pulmões...Cortante.



ATO II

                                                                                           
Uma branda voz acalentou seu peito em uma manhã morna com nuvens no céu
O sol brilhava de forma tão surreal, mas o cheiro da chuva ainda podia ser sentido
Ele se levantou de uma queda a qual não esquecera em nenhum momento.
Havia cicatrizes ainda, não físicas, mas cicatrizes na alma
Foram longos invernos que vivera, foram ciclos de estações que pareciam infinitos
Mas o inverno sempre era o que mais demorava com sua presença devastadora
A voz soprava em seus ouvidos palavras que não ouvia há tempos, ou não se lembrava de ouvi-las algum dia.
Isso lhe fez bem.
O dono da voz que surpreendia seus tímpanos com clareza o chamou para acompanhá-lo em uma jornada, mas ele não desejava sair do seu recôndito, não desejava mostrar sua fragilidade à luz do sol e assim não o fez. Recaída.
Mais duas vezes seus pulsos desejosos lhe chamavam a atenção, duas frustrantes tentativas e assim o fez cansar de tentar.
Novamente a voz sussurrou pelo seu nome e de súbito o medo tomou conta, pois já tinha esquecido aquela voz que outrora o chamara.
Suas lembranças foram se formando e assim lembrou-se de um tempo que se passou, quando ouviu pela primeira vez aquela voz.
Mais um convite. Um olhar. Uma decisão.
Seus olhos úmidos, desta vez por sentir a ternura de quem fora ao seu encontro quando não havia saída em nenhum lugar.
Segurou na mão do dono daquela voz,seguiu seus passos e hoje caminham juntos e nenhum inverno desde aquele momento, mesmo o mais intenso pôde congelar seu coração.Uma chama arde e não se apaga, ali faz morada.E um sorriso brota em seu semblante

                                        




                                                                               

Reflexão Absurda De Paradigmas Destruídos

31 dezembro 2012

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O preto e o branco se confundiram em uma metamorfose que foi difícil entender que há um novo começo nestas cores.
Sobre meus ombros tirei o peso do mundo e sem cansar caminhei até o alto da colina pra me encontrar novamente.
Tive a sensação de que me atrasei mais uma vez, infelizmente não foi apenas uma sensação, houve atraso de minha parte e novamente arrependido me escondo atrás de um sorriso sem graça.
De volta, passei por uns caminhos que me trouxeram boas lembranças as quais estavam guardadas pra um momento especial e assim joguei todas as minhas cartas na mesa, sentei no banco pintado de azul e observei o nascer do sol que iluminou a minha cidade que foi construída com o suor de minhas letras e frases combinadas com a cor das nuvens que dançam, que formam formas sem precedentes no meu céu anil.
Nesta minha reflexão absurda de paradigmas destruídos pelos ventos do meu sopro leve, percebi o quanto nós somos frágeis e nos apegamos facilmente na pedra mais próxima para não cairmos no abismo e quando já estamos a salvos não agradecemos o apoio proposto, apenas seguimos adiante e não olhamos pra trás. E quem nos julgou tão bons ouvintes com abraços confortantes se afastou sem um aviso prévio e sou daqueles que não corre atrás dos passos que se foram. Nunca desejei, mas todos são livres para ir embora.
E nesta reflexão abusiva cheia de mim e outrem, cheia de curvas soltas e paradoxos flutuantes, um pensamento distante me encara e com o susto fico imóvel e ele fala pra mim o que há muito eu já sabia, porém por estar muito ocupado não entendia sua mensagem que dizia:
“Incrível que algumas de nossas declarações mais calorosas que foram esculpidas em pedra são cobertas pela poeira do tempo. Assim como tudo que é sólido pode ser desmanchado no ar, os sentimentos gasosos podem ser exalados e perdem a sua essência e consequentemente são esquecidos dentro do baú de carne.”
E com esta formação de idéias me perco em mim pra aprender a soltar e deixar partir, não mais me apegar em momentos de distração onde sou apenas uma fuga de uma  consequente solidão

Desnudo Em Versos

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Te negarei um abraço, um pedaço de passos descalços em cacos
Não perpetuarei os meus erros, enganos vindouros em vãos desesperos
Se a vida é contida em pequenas garrafas pra serem vendidas
Me desloco em segundos sem rimas idiotas deixando teu mundo
Sem perceber me deparo com paredes de blocos com os olhos fechados
Devolverei teus prazeres caminhando solto sem voz ou meio rouco
Nem precisa pedir entendo agora, meu lugar não é aqui.
Desnudo em versos cantados exalados se esvai os complexos
Puro, o soco vem em direção da mão o rosto, do rosto a mão
Controversos os sentidos desgastam os sentimentos um dia providos
As linhas curvam o horizonte de cinza caminha um outro sem nome
Solicito um remédio que cure a alma que apague esse tédio
Que me consome por dentro soluços amargos palavras ao vento.
Desvendarei tais palavras que abraçam os braços e quebram a calma
Suprindo os cantos sujos semeando rosas em campos de mudos
Não medirei meu cantar em breve irei, desejo ficar.            
Nem requisito pedidos o tolo se esconde sem haver perigo
Números escalam esta régua infame se vai é cego, não enxerga
Essa tragédia absurda presa em meu calcanhar atravessa a rua
As luzes em noite serena se apagam de vez, sublime, que pena!
Enquanto procuro conselhos os dedos cansados se dobram os joelhos
Os pontos apontam o ponto despontam o tonto cambaleiam juntos
Corrói o sapato usado em seu deserto sofre cansado, coitado
Cadáveres roxos contorcem-se em pleno escuro do vazio
Serpenteiam tortos como alguns peixes no curso do rio
Entenda que o meu sorriso obliquo se desfaz agora
E meu silencio se estende até o findar desta hora
Que teimosamente me atormenta com sua demora.

Sonhos Borrados

30 dezembro 2012

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Toquei meu rosto queimado pelo calor do sol intenso e lembrei os caminhos que percorri até chegar aqui neste degrau.
Só não sei quanto tempo leva pra eu...
Desenhei pedaços de sonhos em uma folha branca, mas depois passei a borracha e a folha ficou manchada com os sonhos borrados.
Eu tenho um dom de não criar expectativas para não atropelar meus pés e nem despedaçar meus dedos e nem desperdiçar meu tempo com que(m) não me é útil
Despejando os artigos sobre uma bandeja dourada e não irei entregar meus pontos compostos pelos meus pequenos delírios diante desta falta de atenção
Só não sei quanto tempo leva pra...
E com todos os meus raios de sinceridade não sei exatamente o que será de mim de hoje em diante, apenas há uma viagem para orbitar novamente naquela galáxia distante onde passei um curto período e logo será minha morada absoluta
Só não sei quanto tempo leva...
Me despojei de carências alheias e sentei num banco para ler as ultimas notas dos jornais e vi mortos e vivos dançando sobre o gelo quase derretido.
Só não sei quanto tempo...
Talvez eu tenha feito meu papel e meus serviços não serão mais necessários e saio de cena sem que a platéia perceba minha falta, ninguém jamais percebeu.
Então percorrerei descalço subindo e seguindo o rumo de tudo no combate entre os nossos ossos.
Só não sei quanto...
Não necessito que entendam minhas metáforas apenas desejo que os olhos e ouvidos entendam a essência da mensagem a ser desferida nos rostos como uma flecha lançada do alto de uma colina a qual corta o céu sem ter vergonha e acerta em cheio o peito e assim se pinta de vermelho escarlate.
Só não sei...
Permita-me informar que neste silencio voluntário de palavras cantarei meus pesares em acordes menores e sem intenção de tornar obsoletas as variáveis que circundam toda esta gama de frases inabaláveis que bóiam neste nível raso e dizem por ai que é bem melhor que perecer.
E neste estágio continuo de desconstrução que me absorve totalmente para uma nova realidade desligo a luz fecho meus olhos e tento sublinhar minha mente para tentar sonhar com aqueles sonhos borrados.
Só.      




Somos Feitos De Outono

24 dezembro 2012

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Somos feitos de outono.
Somos folhas que se desprendem de suas árvores e bailam pelo ar numa dança infinita e intima.
Sopradas pelo vento balançando e aproveitando os segundos do momento.
Descompassados, flutuamos sobre a melodia rimada naqueles sons nostálgicos.
Sussurrando cada nota transpassada em teus ouvidos e sentir teu respirar desconcertante.
Poderia escrever mil livros sobre teu sorriso
Sorriso lindo que atrai meus lábios que se apressam desesperadamente ao seu encontro.
Feche os olhos e sinta todas estas palavras se encaixarem em teu coração.
Nesta manhã morna cantarei teus sonhos para que meus sentidos despertem com o amanhecer.
Apenas toque as pontas dos meus dedos e com firmeza segure em minha mão para que o mundo não atrapalhe nossos passos e nem seus abalos nos façam perder o equilíbrio nesta rua enflorecida.

Somos feitos de nós que se completa em cada articulação e nossos sonhos se propagam ao pôr do sol.
E em cada estação seremos apenas nós, sem outras definições ou conceitos tolos que não servem de nada.
Irei te conduzir nestes passos cheios de leveza com a certeza de que o céu não será o teu limite. apenas será uma escada para que alcance a felicidade em sua perfeita forma.
Desenharei teu rosto em uma folha que se desprende de sua árvore e baila pelo ar numa dança infinita e intima apenas pra te lembrar que somos feitos de outono.

(In)*

17 dezembro 2012

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Soou o clarim e ninguém acordou quando o galo cantou pela terceira vez, apenas ouvi os passos pela sala vazia.
Revirei-me entre meus lençóis e nada ainda entendi sobre os lances de luzes jorrados pelo meu telhado
Sequei meus pensamentos e de uma coisa estou bem certo, não desejo ser apenas um numero para compor uma estatística qualquer que não me traz definição alguma
E posso afirmar que um pouco de boa revolta não faz mal a ninguém.
Cansei meus passos e escrevi no mural da desesperança que havia no saguão pintado de azul-esverdeado.
Coloquei minhas frases com minha ortografia desafinada naquelas linhas tortas e encontrei um caminho que me mostra uma porta entreaberta onde estou tentado a seguir.
Seguir para que um novo horizonte se encaixe perfeitamente em meu pôr do sol,apenas sei que não desejo sentir falta de nada e ninguém,apesar de sentir falta e esta falta de falta me falta tanto.
Nada ainda me prende (mas gostaria que prendesse) aqui por entre estas ruas escuras, mas acho melhor apressar meus passos para que eu venha descansar em breve, mas não há aqui um desespero itinerante, apenas duas coisas que desejo e a balança pende mais para que eu possa pôr meu mundo na mala e seguir em frente.
(In) felizmente meus tons serão reduzidos aqui para que meus acordes possam ser ouvidos em outro lugar



*Imagem por Carolli Márol

Na Moldura da Janela

12 dezembro 2012

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Parecia algo superficial, mas os cortes eram profundos do que se podiam ver, seus traços serpenteavam os braços cansados e sobrecarregados de culpas que exalavam pelo seu pequeno paraíso perdido.
Fui ao seu encontro e me senti perdido, afinal, quem não se chocaria ao ver tal cena?
Naquele momento acalmei meu coração que batia tão feroz a ponto de sentir dores no peito... Caminhei.
Nesta rota que fiz, percebi que estou vivendo uma contagem regressiva e quando dei por mim me assustei e tive uma leve sensação de desencanto e ao mesmo tempo de sossego, realmente a vida me tem aprontado algumas surpresas ao longo do meu caminho.
Meus devaneios soltos que comentei com alguns ouvidos que estavam à disposição de minha fala desletrada, sei que ainda há uma decisão a tomar durante este tempo que me persegue no sentido contrário dos meus passos.
Quando sentei ao seu lado decorei seus ombros com meu braço direito e disse que tudo ficaria bem e que aqueles cortes se tornariam cicatrizes e estas ao serem vistas serviriam pra lhe mostrar quem realmente era. Ela simplesmente sorriu um sorriso brando, mas feliz que viu segurança em se expor de forma tão espontânea e serena e eu apenas olhei em seus olhos e esqueci do meu curto tempo que corria constantemente contra mim e lhe disse: Que seja escrito o réquiem das minhas letras, que seja feito o funeral das minhas frases, que seja cantada a nênia das minhas palavras se o amanhã não aparecer,mesmo que em tons cinzentos na moldura da janela do teu quarto.Mais um sorriso e  um abraço apertado.

O Paradoxo Fissurado

05 dezembro 2012

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As névoas corroem o céu reluzente cortando o horizonte eclipsando o brilho dos olhos em tons aurora.
Soando como um sopro solitário estilhaçando os tímpanos refletindo os mesmos reflexos reduzindo ao pó aquela esperança não dita.
Obscurecendo pensamentos, criptografando os códigos exposto em binário conforme toda a redundância de uma frase não posta na fôrma cinzenta.
Indisposto o tom desanda corroendo as notas transpassando as pinturas desfigurando rostos.
Cambaleando a nuvem cai de certa forma que o vento nos toma de ponta cabeça e o sangue desce pelos olhos.
Risonho chora choroso ri descontrolado corre na avenida vazia.
Atropelado pelos carros nervosos que cortam o chão enegrecido por pegadas não tão vistas e apagadas pelo tempo que ainda não passou.
O paradoxo fissurado de uma sociedade vã, criticando as cores, implicando sons.
Rimas não rimadas consertam os textos e o desapego apega e só ele sustenta o seu pilar sobre todos os cantos de uma sala oval
Efêmero contraste em preto e branco indisponível além dos ombros.
Com o pessimismo ali na frente, o bobo segue tão descontente com seu bigode desfragmentado, sua mente insana e sábia anda sobre seus saltos.

Letras Palace Hotel

22 outubro 2012

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Foi necessário que houvesse colisões entre nossos olhos para que pudéssemos ver o mundo de perto. E o que você vê agora?
Andando sobre a areia que grudava em meus pés descalços fiquei observando os rasantes das gaivotas perto daquela praia que não estamos vendo agora.
Um cheiro de sociedade me veio ao encontro e me despertou questões não respondidas e assim continuei andando sobre a areia que grudava em meus pés descalços.
Ao virar meus pensamentos para esta rota torta não me identifiquei com estes mecanismos postos como obrigação sobre os ombros dos homens e estes se curvavam diante do entretenimento que absorvia sua intelectualidade quase gasta.
Fui dirigindo meu corpo para perto dos holofotes apagados onde a distração era o ator principal da maçante e cosmopolita representação que esse ar repleto de ilusões  dificulta a nossa respiração.E nos cega com a neblina de incoerências,esta não se dissipa facilmente.
Parei e analisei todas estas circunstancia absorto fui remoendo todas as imagens e percebi que uma mente não bem alimentada é igual a uma construção não cuidada. Acaba em ruínas.
Daí então tive uma ideia, construí um edifício de livros, mas ninguém quis alugar uma página para morar,os ignorantes vieram e o explodiu e letras voaram para todos os lados.Quem respirou a fumaça se sentiu liberto,e os ignorantes continuaram sendo o que eram.

Sabor De Céu Derretido

21 outubro 2012

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  Teu sorriso sonoro entorpece meus tímpanos e meus sentidos se calam perante tua beleza que não se cansa de ser bela.
Ao ver teu rosto minhas pupilas se dilatam e a forma em que contemplo tua imagem limpa e nítida só reforça meus discursos em formas de pensamentos.
A cada melodia cantada a cada passo teu, transforma teu caminhar em uma sinfonia gostosa de se ouvir,é como se o chão sentisse prazer ao ser pisado ti.
E agora não tenho muita coisa a dizer, para que o clichê não me tome por obsoleto e sem descrições de palavreados contundentes com suas variações e apenas finjo que isso é divertido.
Lançarei sementes de estrelas para que cresçam florestas de constelações para iluminar teu caminho por que quando te vires, minhas pupilas dilatarão novamente e é bom sentir o sabor de céu derretido com gotas de nuvens se derramando pelas bordas.
Desejo decantar canções, soprar silabas como bolhas de sabão, sussurrar nos silêncios de meus gritos ao me desequilibrar de uma corda bamba.
Queria te contar quais são meus medos... Mas...
Espera!
Este não é um bom momento para poder ferir os desenhos das letras aqui formadas, é um momento de uma transmentalização desenfreada.
Ao voltar ao centro de meus pensamentos, suponho que cada hora exalada me faz bem e isso acontece toda vez que abro os meus olhos e ao acordar de um sonho inesperado gostaria de ver tua face diante das minhas retinas molhadas pelo orvalho.
Meu caminho sempre solto onde minhas mãos já não mais se divertem ao se balançar ao sabor do vento elas desejam sem rimas neste momento que haja companhias para seus dedos.

Mortal Elegância

17 outubro 2012

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O ruído que desatina em solidão, um suspiro cantado com dissonâncias variáveis.
A alma deleita-se em sua beleza envelhecida e o esplendor se foi.
O amargo dos dias reflete o peso do caminhar pelas ruas vazias.
Entorpecido pela nostalgia dos anos que me envolve em sua atmosfera na qual me calo perante o seu esplendor.
E declamo a nênia com fervor até que as pedras sejam arrancadas de meus olhos, até sentir o beijo  em sua mortal elegância.
Névoas de nada por toda a vizinhança me fazem recair sobre meu sono com uma leve gota de desesperanças e o meu encanto já não há.
Grinaldas de folhas secas repelem em meu manto onde encontro um campo de crucifixos ao redor de exuberantes estatuas chorosas lamentando a frieza de suas existências
E  seus olhos petrificados encaram com furor o caminhar errante do sofrido ser.
Com semblante decaído e coração desfalecido em tristeza, vestindo negro para transparecer sua atual situação decadente na qual suas asas queimam lentamente, esperando sair ileso de onde jaz sem forças.

Uma Saudável Violência

14 outubro 2012

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Os sons ecoam pela sala vazia, onde os sofás se encaixam perfeitamente na decoração.
As vozes que já não se encontram nesta casa perderam seus tons e ficaram apenas os ecos nas lembranças.
Houve um tempo que as coisas simples eram simples e nós nem pensávamos em complicar e assim éramos satisfeitos com o que rodeava.
E aqui estou eu com meus pensamentos sendo concretizados em tela branca como uma pintura surrealista nunca vista neste meu plano existencialista
Quando as falanges se descolarem e meus ossos se fragmentarem diante todas estas letras não formuladas sigo assim ao rumo de tudo mesmo tendo o medo de dar certo.
Eu tenho o direito de ser nada, porém não desejo tal coisa pra minha eloquente existência onde meus passos ficam marcados no chão íngreme cheio de equações que entorpecem meus neurônios.
Então eu paro e observo cada palavra sendo distribuída de forma igualitária para que cada espaço seja ocupado de gramaticais esperanças quando a educação falha desta nação não reage neste combate entre travessões e reticências e nem segue o movimento retilíneo uniformemente variado para que não caia em demasia, por isso eu desapego e assim abro todos nossos embrulhos enfeitados com fitas vermelhas.
Saudável violência impactante que transformou em estrelas todas as partes brilhantes de teus olhos que ilumina meu caminho sem que eu possa me perder nestas estradas longínquas e sem direção.
Mas o que importa é saber que serei feliz, mesmo sendo do meu jeito ou do meu conceito ou perspectiva de ver como é a felicidade.
Neste momento escuto lamurias, não as minhas, pois estas deixo pra quem me entende e sabe resolver meus questionamentos um tanto quanto bobos se sem sentido.
Agora depois de toda essa compilação de pensamentos não muitos rebuscados misturados com uma sensação de perda digo que foi um ato sóbrio. 

Vômito das Nuvens

30 setembro 2012

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Em um dia ocioso resolvi voar por ai, subi além de nuvens embriagadas de gotas prontas para vomitar a chuva sobre o solo e sobre o solo pessoas corriam desvairadas por causa do vômito das nuvens.
Sem pestanejar, abri os braços e segui adiante onde até mesmo os aviões não suportariam e suas asas de aço são bem mais frágeis que minhas asas imaginárias que desenvolvi em um instante.
Decidi não mais me equilibrar na corda bamba da vida e resolvi então me jogar, pois uma mão para amparo estaria lá embaixo se minhas asas queimassem.
Respirei o ar rarefeito que invadia os pulmões, esqueci meu falso medo de altura e descansei na lua minguante só para poder tomar um fôlego para partir em uma nova jornada de descobrimentos.

Fuga!

Fugi realmente de tudo que me prendia aqui embaixo ou lá embaixo não sei definir onde estou agora, mas essa é uma boa sensação e devo aproveitá-la, mas decidi me recompor em meus horários de devaneios para que um outro momento pudesse voar novamente junto com os pássaros que enfeitam o céu de tua boca.
Lá do alto onde as estrelas cadenciam seus brilhos me lembrei de uns momentos que viam se desnudando em minha mente os quais já estavam quase perdendo o foco e se desmanchando no ar e pude voltar à vida outra vez, sendo que esta já não fazia mais parte de mim.
Para não perder o sentido do que é viver retornei para aquele mesmo ponto de partida que me fez ver o quão ridicularizado está o mundo com sua ilustre soberba a qual enche os olhos de muitos que não conseguem enxergar a si num espelho, seu reflexo embaçado e desfigurado diante de uma face flácida e sem expressão.
E por vários outros motivos pude perceber que minha percepção estava um tanto incorreta e depois disso tudo, agora entendi por que Deus habita nos céus, porque nenhum outro lugar (além dos nossos corações) suportaria seu amor em essência e sua plenitude em excelência.


Incêndio de Ideias

21 setembro 2012

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Reli minhas crônicas que expuseram metade de meus contos sem fim e só assim me dei conta que não formulei nenhum soneto vivo ou alguma rara poesia com toques renascentistas.
Fui questionando os pontos fracos da elucidação de meus argumentos falhos prontos a entrar em eclosão com a constelação de Orion devido a uma manobra desregulada, fiz vir à tona meus sentimentos sem me preservar das marés exorbitantes deste mar que permeia este horizonte azulado.
Meu coração queimou após o incêndio de ideias que brotaram de meus neurônios em seu excessivo trabalho de achar razões para sentir e vi que isto foi um desgaste total depois da ultima manchete sem destaques do noticiário sensacionalista.
Estou em busca de uma saída com este meu “plano b”, mesmo sem ter chegado ao local de possibilidades e finalidades ofuscantes que me permitiriam talvez um dia melhorar em alguns termos que não dependem de citações em papéis em branco para serem levados em consideração por algumas pessoas.
Mas não preciso enforcar meus sonhos e desejos ou por à prova minhas declarações diárias por motivos banais vindo de um outro seio que sem mais não me poupou de incertezas que teimam rodear meus pensamentos.
Agora ao invés dos pulsos tento cortar meus preconceitos e seguir adiante e tentar um outro caminho,talvez não precise andar uma longa distância pra encontrar meu posto de descanso, espero não estar buscando em outro lugar algo que sempre esteve perto  de mim.
E agora cansado de tantos parágrafos parados, teimo em dizer que através deste Mar vim amansar a fera para ser morta por um canivete e pra ser sincero escondo minha ignorância em relação aos sentimentos humanos para que eu não saia machucado aqui onde sobrevivo, nesta minha selva de pedras deformada e sem vida outra vez.

Os Resquícios dos Destroços

16 setembro 2012

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Fui descolando todas as partes de tecido que estavam sobre aquela mesa vazia e vi que nada era exatamente o que parecia ser sua beleza estava escondida e agora posso ver como realmente ela é com algumas marcas que enfeitam sua superfície e a torna perfeitamente bela.
Segui meu rumo, percorri estradas e pulei obstáculos que por mais que eu tentasse eram maiores que eu e agora estou aqui neste hiato de soluções, apenas observando os resquícios dos destroços que ficaram no caminho atrás de mim.
Às vezes, só às vezes, fico indagando sobre toda a vida que me cerca e o que ela me oferece, coisas, pessoas e ilustrações de um futuro qualquer, que em sua maioria não me traz satisfação.
Vou pela via contrária, desta vez é a correta e tomo cuidado para não pisar nestes cacos, pois não desejo cortar meus pés com os fragmentos do ilusionista que há muito está parado em seu esconderijo.
Uma gota de introspecção vem molhando meus pensamentos corriqueiros, só espero que não se torne em um maremoto e nem inunde minha praia.
O sol queima lá fora e estou cansado de sair do meu casulo, o vento não paira sobre esta estação onde pessoas caminham de um lado a outro procurando um destino a seguir e eu não desejo continuar assim e nem aqui ou em qualquer lugar que não me possa dar guarida ou aconchego de esperanças.
Apenas estou um pouco cansado de muitas coisas, de tanta seriedade nas telas da TV e seus programas de comédias sem sentido, talvez possa um dia parar pra pensar e perceber que o problema de tudo isso seja eu.
Por isso reflito, medito e tento tirar conclusões de varias variações, só para não me tornar tão seco e inexplicável e foi em um monologo que as coisas foram ficando claras...
Às vezes sinto dores, dores de que? De ser assim?Assim como? Assim tão eu.

Orbitando Em Uma Galáxia Distante

12 setembro 2012

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Fui em direção a uma galáxia distante, onde pude sentir o calor e o acalanto do melhor abraço, abraço qual desejava há tempos.
Passei despercebido por todos os asteroides que seguiam um outro rumo e não me deram importância,foi algo sensacional ver todos aqueles astros na superfície do meu universo
Permaneci orbitando sem me preocupar com o tempo que levaria, apenas aproveitei o momento de algo não vivido antes, esqueci de mim, apenas admirei o brilho ofuscante daquela galáxia,que era de fato exuberante como vi em meus dias,então assim pude senti-la bem próxima.
Foi como sair de um coma, onde eu vegetava sem perceber e dar de cara com a perfeição imaculada de um sorriso não ensaiado e sentir o entrelaçar de braços em minhas costas.
Observei calado refletindo o bem que essa galáxia me fazia e então pude perceber que meu sistema solar já não é o bastante para mim, há gosto em mim de ter ficado para sempre ali.
Mas fui pego pela falta de oxigênio e em queda livre fui caindo violentamente em direção ao nada, meu satélite despedaçando-se e para meu desespero não havia solo, apenas vazio.
Então voltei para minha realidade e aqui pra mim está difícil de respirar, sinto falta daquele paraíso paralelo onde meus olhos foram abertos para sentir a melhor sensação que pude ter e agora estou submerso esperando o tempo certo de voltar de vez à superfície para ficar orbitando naquela galáxia que me dar forças para continuar, observo esta translação para que o tempo corra e eu saia deste sono profundo permanentemente e te orbitar para sempre.