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Suspiros

07 março 2010

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Enquanto fecho os olhos o mundo gira devagar

E vejo todos os ângulos que há muito não os via

Sempre tentando perceber como seriam as cores que não fazem mais parte disso

Então procuro entender se um dia verei teu rosto mais uma vez

Talvez não, mas espero que sim...

Este frio faz despertar em nós uma chama que jamais apaga

Por isso respiro e sei que tenho uma razão para viver

Mesmo que não a veja.

Posso filtrar o tempo que perdi escrevendo linhas que não me levou pra lugar algum

E então andar por um novo caminho com as palavras alçadas na brisa da noite

Poderia te pegar no colo e sentir o teu sorriso e assim quem sabe ir pra um lugar seguro

A vida é uma caixa de surpresa, assim dizem os sábios, mas ainda prefiro ser tolo e deixar que tudo aconteça ao seu tempo.

Eu me pergunto se esses dias estranhos um dia irão acabar, pois são tão vazios e

 Não consigo me encontrar aqui, talvez lá, não sei...

Espero que essas reticências durem para sempre, eu trilhei um longo caminho até aqui.

Não desejo que seja o fim da estrada.

Se ela soubesse o quanto meus olhos a vigiavam e quanto meus ouvidos se deliciavam ao ouvir sua voz, eu sei, ela sabe.

E esses carros que atravessam as ruas e avenidas do meu coração atropelam minhas veias e me sinto sufocado, mas considero que esse não é o fim.

Agora escuta esse coral e a linha melódica da guitarra, é infinitamente ensurdecedor e magnífico, e ainda o traço do quadro que enfeita a sala de visitas é um tanto quanto surreal, mas não quero me perder em minhas linhas nem nessas palavras, o que desejo realmente é saber quantos suspiros ainda me restam.