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Os Resquícios dos Destroços

16 setembro 2012



Fui descolando todas as partes de tecido que estavam sobre aquela mesa vazia e vi que nada era exatamente o que parecia ser sua beleza estava escondida e agora posso ver como realmente ela é com algumas marcas que enfeitam sua superfície e a torna perfeitamente bela.
Segui meu rumo, percorri estradas e pulei obstáculos que por mais que eu tentasse eram maiores que eu e agora estou aqui neste hiato de soluções, apenas observando os resquícios dos destroços que ficaram no caminho atrás de mim.
Às vezes, só às vezes, fico indagando sobre toda a vida que me cerca e o que ela me oferece, coisas, pessoas e ilustrações de um futuro qualquer, que em sua maioria não me traz satisfação.
Vou pela via contrária, desta vez é a correta e tomo cuidado para não pisar nestes cacos, pois não desejo cortar meus pés com os fragmentos do ilusionista que há muito está parado em seu esconderijo.
Uma gota de introspecção vem molhando meus pensamentos corriqueiros, só espero que não se torne em um maremoto e nem inunde minha praia.
O sol queima lá fora e estou cansado de sair do meu casulo, o vento não paira sobre esta estação onde pessoas caminham de um lado a outro procurando um destino a seguir e eu não desejo continuar assim e nem aqui ou em qualquer lugar que não me possa dar guarida ou aconchego de esperanças.
Apenas estou um pouco cansado de muitas coisas, de tanta seriedade nas telas da TV e seus programas de comédias sem sentido, talvez possa um dia parar pra pensar e perceber que o problema de tudo isso seja eu.
Por isso reflito, medito e tento tirar conclusões de varias variações, só para não me tornar tão seco e inexplicável e foi em um monologo que as coisas foram ficando claras...
Às vezes sinto dores, dores de que? De ser assim?Assim como? Assim tão eu.

2 comentários:

Carolli Márol disse...

como sempre,Cheio de palavras bonitas *.*

Gutox .hieros disse...

Valeu Baixinha dos baixinhos