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Mortal Elegância

17 outubro 2012




O ruído que desatina em solidão, um suspiro cantado com dissonâncias variáveis.
A alma deleita-se em sua beleza envelhecida e o esplendor se foi.
O amargo dos dias reflete o peso do caminhar pelas ruas vazias.
Entorpecido pela nostalgia dos anos que me envolve em sua atmosfera na qual me calo perante o seu esplendor.
E declamo a nênia com fervor até que as pedras sejam arrancadas de meus olhos, até sentir o beijo  em sua mortal elegância.
Névoas de nada por toda a vizinhança me fazem recair sobre meu sono com uma leve gota de desesperanças e o meu encanto já não há.
Grinaldas de folhas secas repelem em meu manto onde encontro um campo de crucifixos ao redor de exuberantes estatuas chorosas lamentando a frieza de suas existências
E  seus olhos petrificados encaram com furor o caminhar errante do sofrido ser.
Com semblante decaído e coração desfalecido em tristeza, vestindo negro para transparecer sua atual situação decadente na qual suas asas queimam lentamente, esperando sair ileso de onde jaz sem forças.

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