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Letras Palace Hotel

22 outubro 2012




Foi necessário que houvesse colisões entre nossos olhos para que pudéssemos ver o mundo de perto. E o que você vê agora?
Andando sobre a areia que grudava em meus pés descalços fiquei observando os rasantes das gaivotas perto daquela praia que não estamos vendo agora.
Um cheiro de sociedade me veio ao encontro e me despertou questões não respondidas e assim continuei andando sobre a areia que grudava em meus pés descalços.
Ao virar meus pensamentos para esta rota torta não me identifiquei com estes mecanismos postos como obrigação sobre os ombros dos homens e estes se curvavam diante do entretenimento que absorvia sua intelectualidade quase gasta.
Fui dirigindo meu corpo para perto dos holofotes apagados onde a distração era o ator principal da maçante e cosmopolita representação que esse ar repleto de ilusões  dificulta a nossa respiração.E nos cega com a neblina de incoerências,esta não se dissipa facilmente.
Parei e analisei todas estas circunstancia absorto fui remoendo todas as imagens e percebi que uma mente não bem alimentada é igual a uma construção não cuidada. Acaba em ruínas.
Daí então tive uma ideia, construí um edifício de livros, mas ninguém quis alugar uma página para morar,os ignorantes vieram e o explodiu e letras voaram para todos os lados.Quem respirou a fumaça se sentiu liberto,e os ignorantes continuaram sendo o que eram.

2 comentários:

Carolli Márol disse...

Sei nem o que comentar.. muito bom!

Fred Quadros disse...

Todos nós queremos respirar essa benéfica fumaça de caracteres...