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O Enconro dos Anjos -Na luz da Aurora

26 novembro 2008




Pelos vales das sombras estava a caminhar, em meu adito refletir sobre marcas de um tempo que ainda não findou cabeça curvada, olho para baixo expondo-me de forma tão singela. Esquecendo-me de tudo, mostrando meus defeitos, até que... Sinto um toque, ouço uma voz... Levanto meus olhos... Contemplei a beleza daquela que me faz sorrir (creio que neste dia o Criador estava mais inspirado que os demais) senti o seu perfume de rosas silvestres, do qual desde aquela noite que a reencontrei não esqueci da fragrância, olhou em meus olhos, tocou minha face, trouxe-me de volta a vontade de viver, suspirei, mas não foi o último.
Daquela b ela criatura recebi a adoração não merecida e foi ela quem descobriu a perfeição que nunca tive, meus momentos tornaram-se sublimes e meus sonhos esquecidos se revelaram de uma forma abrasadora, deixamos que a chuva inundasse nossas almas, não nos importamos com nada, apenas desfrutamos do momento, o nosso momento.
Sua voz que é mais suave que a mais bela das sinfonias que homem algum ousou tocar.
Passamos mais uma noite juntos, nos sentido, velando e revelando os nossos segredos, tiramos nossas... Máscaras e pudemos ver-nos como realmente somos... Frágeis, necessitados um do outro.
Mas na luz da aurora ela iria embora e mais uma vez chorei e ela também e disse-me: "Tenho que ir, tente olhar para frente, mas sentirei sua falta” e disse mais: ”Voltarei e juntos passearemos pelo jardim, te amo meu menino, meu anjo”. Calei-me e dei o ósculo da despedida, segurei sua mão e vi uma lágrima que rolava em seu rosto, ela se foi, gritei seu nome... Mas não houve resposta, triste silenciei-me, só me resta esperar a volta daquela que me faz sorrir... E ela virá tenho certeza!

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