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Sombrias Esperanças

03 dezembro 2008




Nesta hora tão fria penso em tudo que se foi
Adoraria esquecer coisas que teimam em vir a minha mente
A brisa suave desta noite tão mórbida toca meu rosto desfalecido
A aurora ainda se demora de vir ao meu encontro
Somente as estrelas, somente eu.
Eu choro sozinho na minha solidão
Meu coração está quase sem brilho,
A chama ainda suportará esses ventos gélidos que a sufoca?
Lágrimas escorrem em meu rosto úmido
E elas dançam conforme a melodia triste da musica fúnebre
Ainda não entendo, sei que o inverno passará e o gelo eterno irá se derreter.
Mas quando será?
Perdido nas ilusões, no mundo de fantasia que eu mesmo criei.
Sombrias esperanças de um coração doído e despedaçado
Palavras o perfuram como uma lâmina afiada da espada de um samurai
Lanço-me de dentro de mim, expulso meus pesares.
Mas lembranças nunca morrem e sempre permanecem onde você for
O céu com nuvens cinza embeleza a estrada vazia
Por onde caminho, onde me escondo, onde desapareço.
Pra poder me encontrar em um novo dia

2 comentários:

Ana Paula Duarte disse...

Sabe de uma coisa?
As lembranças são tudo o que ficou de coisas boas e ruins que nós vivemos...E não podemos deletá-las como num pc, infelizmente!
O que podemos é tentar no presente e no futuro deixar sempre, ao máximo lembranças boas...
Também tenho me procurado, espero me achar...Boa sorte a tua procura
Bjo.

Kathlen disse...

Esses sentimentos conflitantes do futuro e passado, tentando achar uma rota de fuga com uma crescente esperança são difíceis... Tem sua autoria esse texto? Puxa amei! Vou continuar visitando procurando por sinais de um encontro a essa busca...

Parabéns Poeta! muito bom.