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03 dezembro 2008




Quando as luzes se apagaram imaginei que já estava tudo acabado
Não tinha mais som, mais risos e toda a platéia parecia ir embora.
Mas somente parecia...
Em uma estação os encontros e despedidas enfeitam todo o lugar
Uns desejando ir embora e outros vieram pra ficar
As faltas são nutridas por novas coisas
E toda a saudade é envolvida pela vontade de se ver
Os dias passam como uma neblina
Que se vai tão rápido e nem percebemos
Mas os sonhos continuam e seguem a mesma estrada
Que outrora o conduzia
Aquele velho jardim que um dia estava seco
Está sendo habitado por pássaros
E as flores com suas dançam que exalam todo um perfume
E embelezam o ar
Os ventos nos trazem boas novas, nos mostram que mais um amanhã.
está perto.
O céu está aberto e o sol já brilha novamente
Ouço o cantar dos pássaros e dos anjos
E eu sigo mais uma vez e mais uma vez
E agora ando em um caminho estreito e nele eu vejo minha grande vitória
E hoje eu posso dizer que as folhas secas já se renovaram,
O inverno rude já enfrentei
O imenso vale já atravessei
Hoje eu subo o monte.
E quando estiver lá em cima, no ápice, no apogeu.
Quando eu estiver bem lá no alto
Beijarei a face de Deus
As cortinas são suspensas mais uma vez e recomeça o espetáculo
O fim é apenas as reticências para um novo começo!



Esse aqui merece destaque,foi recitado por Kilma a "Generala" na formatura dos aprendizes do CIEE.
Fiquei surpreso e feliz,pois nem esperava que alguma obra minha fosse recitada em uma ocasião tão especial quanto aquela!
Palmas para o "..." !
Obrigado Kilma!!! 
Gutox

2 comentários:

Warney de Oliveira disse...

Bem que quando comecei a ler percebi algo de conhecido... Esplêndido! Parabéns!

Kilma Matos disse...

Fiquei feliz e emocionada com seu blog, mas confesso que ao ler esse poema me veio muitas lembranças e saudades de uma época que vivemos. Não imagina a minha alegria por saber que não esquece de mim! Obrigada de coração!!!