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Dúvidas Programadas e Defeituosas

21 julho 2010



Esse dia se tornou estranho por causa de coisas que ainda não esqueci

Como sempre  há uma música que te lembra algo e a minha é esta que se executa agora

Nesta madrugada fria e extensa, me pego acordado e triste, há vários motivos

Porém não hei de falar nada sobre eles, vamos deixar as coisas como estão.

Sinto minhas mãos congeladas por conta do frio que invade minha casa

Um inverno melancólico... Preto e branco, como deveria ser.(Já dizia uma amiga minha)

Talvez esse seja um dos meus textos mais diferentes que tem neste blog

Mas estou sentindo vontade de fazer isto, então farei.

Sabe,tem sido difícil pra mim,esta convivência não tida que se instala no coração

Que invade meu cosmo e que esquenta a alma de um jeito tão absurdo

Que chega ao ponto de me deixar triste e acordado até agora.
(Sei que já falei isto lá em cima) 

Enquanto os outros dormem o sono dos justos cá estou eu, digitando tantas coisas

Que para alguns não fazem sentido algum, mas pra mim faz total sentido, neste momento só estou 

Me importando comigo e não qual teoria vão elaborar ao ler isto que está longe de ser poesia.

Essas vírgulas e pontos que  me olham de frente,me encarando como se eu tivesse medo de errar,pior que tenho mesmo,contudo tenho a ousadia de afirmar que estou ou sou o errado aqui.

Que meus leitores me perdoem por eu não esclarecer minhas dúvidas programadas e defeituosas,mas quem lê entenda,melhor,nem tente.

Acho que estou no ápice da fase louca que todo poeta é obrigado a ter,mas estou tão lúcido quanto alguém que acabou de acordar...que a Florbela não me espanque por isso.

Digo-vos que isto não é revolta e sim um desabafo,pois não agüento mais esta companhia (apesar de boa)fria e demorada da tristeza que me alegra com sua tediosa e agradável presença.


Just I miss you,My Little Bear,I know that you feel the same! This is the reason for this text...;(
(Sacred fruit of God)
Se quiserem ler poesia de verdade eis uma logo abaixo:

 Os versos que te fiz
 

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem pra te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!
 
Florbela Espanca 




2 comentários:

Ana Paula Duarte disse...

Eu vim aqui, eu estive pelos blogs porque fico sempre a procura de palavras que expressem o que sinto. Hj particularmente uma angústia nostálgica me toma. Fico revoltada com as coisas que nós e nossa maldita hipocrisia, burrice e defeitos criamos, nós complicamos as coisas simples, e depois ficamos assim, com essas caras tristes...Aff!
Teu texto me raptou p/ um paralelo só meu, igualzinho àquele mundinho de Margot.
Bjos.

kelman disse...

Que texto profundo e comovente! As palavras nos envolvem a ponto de esquecermos,por um instante,o que
estamos fazendo...Muito bom!